Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intendo do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glórias, pois, a ele eternamente. Amém! - Romanos 11.33-36.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Os idiotas

No filme "Os idiotas", de Lars von Trier, pessoas se unem em um grupo com a finalidade de libertar o idiota (no significado original da palavra) que há dentro de cada uma delas, em um revolta contra a classe média. Claro que o filme trata das relações humanas e retrata bem a idiotice dos ditos "normais". Mas também mostra o acovardamento diante das imposições da sociedade. Pergunto aquilo que na verdade sempre perguntei: por que temos que ser "normais"? Não somos todos parvos, mas também não somos todos de todo sensatos, lúcidos, eloquentes e ponderados todo o tempo. A maior insensatez é tentar manter as aparências através do confinamento de nossas tolices. A dor muitas vezes é o canal que permite o pateta aparecer. A dor foi o que permitiu que uma única corajosa de verdade, no filme, exibisse sua estupidez na frente daqueles com quem elas mais se importava. Na segurança do grupo todos conseguiram rebelar-se contra as ideias burguesas; fora dela, somente a marcada pela dor conseguiu descer do pedestal e mostrar suas fragilidades.

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