Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intendo do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glórias, pois, a ele eternamente. Amém! - Romanos 11.33-36.

sábado, 26 de outubro de 2013

Essas coisas chamadas mãe

Vou usar de franca sinceridade (só pra variar): sempre achei o ser mãe, e as mães em si, a coisa mais sem graça do mundo. As mulheres mudam, se enfeiam, decaem em todos os sentidos, especialmente no físico, depois que se tornam mãe. Pensava eu em como um homem poderia continuar a amar uma mulher depois que ela se torna mãe e se torna esse ser que não vive, esse ser de outro planeta, segundo meu pensamento. Sim, eu sei que minhas palavras são até monstruosas, mas era o que de fato eu pensava. Olhava uma mãe na rua e pensava: Meu Deus! Como ela se tornou isso?! E a palavra "isso" era carregada de toda depreciação que se pode conhecer!

É claro que eu tive (e tenho) mãe, ao contrário do que minhas expressões desalmadas podem fazer parecer, mas sequer eu podia entender como ela pode abrir mão de uma vida para ser: mãe!

Pense em uma palavra carregada de toda a feiura do mundo. Pois bem. Essa palavra era a palavra "mãe" para mim.

Acho que consegui deixar claro todo o asco que o ser mãe, que uma mãe provocava em mim.

Mas, graças a Deus, fui resgatada das trevas, da escuridão, do limbo no qual eu vivia no quesito mãe. Tornei-me mãe? Não. Não foi isso o que me resgatou.Foi ver toda a beleza que uma mulher que se torna mãe possui, e foram-me abertos os olhos para tal beleza ao ver minha melhor amiga brincando, cantando e pulando com sua linda filha, ao ver essa garotinha com os olhos brilhando à simples chegada na escola, e igualmente na simples saída da mesma; meus olhos foram abertos quando vi que, sim, o físico, as motivações, intensões, disposições de uma mulher mudam quando ela se tornam mãe, mas todas essas mudanças são acompanhadas de uma beleza sem igual, de um brilho no olhar sem igual, de um propósito de vida sem igual. Agora entendo porque a minha melhor amiga é a mulher mais linda do mundo.

Não deixo aqui de mencionar minha mãe por não ter as mesmas considerações por ela, mas porque esse texto é para a mulher mais linda do planeta em questão, para a mãe de quem mais irradia brilho no mundo, para aquela em cujos olhos mergulho e encontro todo o significado da vida, da existência; essa mãe que me mostrou um mundo no qual as mães são mulheres magnânimas, maravilhosas e, mais uma vez, lindas.

Obrigada, mãe, por, inclusive na minha antiga concepção, ter aberto mão de uma vida para ser minha mãe e, na minha nova concepção, ter se aberto para a coisa mais grandiosa e linda do mundo. Eu amo você. Obrigada, melhor amiga mais linda do mundo, por me fazer ver toda a beleza que há em você, e que nada além da nossa riqueza poderia revelar. Eu te amo.




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