Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intendo do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glórias, pois, a ele eternamente. Amém! - Romanos 11.33-36.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Solidão

Amiga,

hoje liguei o computador, eufórica, certa de quem encontraria e-mails e recados nas redes sociais comentando minha ausência na igreja e perguntando se eu estou bem. Minha decepção foi total. Nenhuma mensagem sequer. Por outro lado, melhor não ter nenhuma do que ter mensagem só de cobrança, como sempre acontece, com exceção de algumas poucas pessoas.

Meu esposo recebeu um e-mail com tal conteúdo (o de preocupação). Isso logo me fez pensar: se ele recebeu, eu também recebi.

Você pode perguntar o que isso tem a ver. É inveja ou ciúme? Explico: o e-mail foi enviado por um irmão a quem amamos muito; logo, simplesmente imaginei que eu também teria recebido um.

Há alguns dias, entretanto, uma irmã muito querida, mas com quem não consigo conversar muito, devidos às atividades que desenvolvemos na igreja, me mandou um recado notando minha ausência e expressando sua preocupação para comigo. Eu muito me alegrei, é claro. Confesso: jamais pensei que a referida irmã se lembraria de mim. Mas ela se lembrou! Não desprezo, de modo algum, aqueles que se preocupam comigo, me amam e expõe tais sentimentos (sou a gradecida a Deus por eles, que alegram meu viver), mas inquiro aqueles que tanto se proclamam meus amigos e não o fazem.

Outra coisa: no meu aniversário deste ano, uma única pessoa da igreja me telefonou para dar parabéns. Sempre ligo para as minhas amigas, dou presente. Não porque eu queria algo em troca, mas porque gosto de demonstrar meu amor e porque penso que relacionamentos devem ser cultivados, para que não morram. Em três anos que estamos nesta igreja, ninguém nunca deu um parabéns para meu esposo no aniversário dele. Acho que não sabem que ele faz aniversário.

Este acontecimento me fez pensar, mais uma vez, em coisas que eu já vinha pensando há algum tempo, mas às quais não querida dar vazão. Tentarei expor tais pensamentos/sentimentos a seguir.

Amiga, eu te amo muito. Sei, pelo menos acho, que você também me ama. Sei porque você já disse, acho porque você não demonstra. Não como vocês demosntra por e para suas outras amigas. Você não é uma pessoa piegas, assim como eu também não sou, mas nunca perco uma oportunidade de dizer que te amo e de demonstrar este amor. Você também não, mas em relação a outras amigas, como ja disse.

Exemplifico. Estou sumida da igreja, com questões difíceis a serem resolvidas, e você nunca perguntou como eu estou, nem deixou um mísero oi no meu facebook. Alguém poderei alegar que é o seu jeito diferente de amar. E eu retrucaria dizendo que para suas outras amigas você é só amores, saudades e preocupações.

O fato é que eu passei da fase do ciúme para a fase do questionamento sobre a veracidade e reciprocidade de tal amizade.

Pergunto a mim mesma: será que tenho dado valor às pessoas "erradas"? Será que busquei amizade nas pessoas "erradas"?

Não me acostumo com a solidão. Não me refiro ao sentimento, mas ao fato de ser deixada de lado mesmo.

Não quero ser mais uma na multidão de amigos, ou simplesmente aquela que faz parte do grupo. Quero ser especial, como as suas outras amigas são.

É claro que não foram somente esses fatos aqui mencionados que despetaram essa dor em mim.

Esses dias uma pessoa da igreja fez aniversário, e todos os amigos dessa pessoa foram convidados. Eu sou amiga dessa pessoa. Logo, fui convidada, certo? Errado! Não, não fui convidada. Acho que há algo errado aí.

Outra coisa: reparei que nenhuma amizade que desenvolvi na igreja, com exceção da sua e de mais duas, foi desenvolvida naturalmente, sem que tais amigos tivessem algum interesse além de minha amizade (e de meu esposo). Mais claramente falando: ninguém se aproxima de nós porque tem intersse somente em nossa amizade, pura e simplesmente.

Para o meu problema já pensei em várias soluções: buscar novas amizades (porque, no mínimo, estou fazendo amizade com as pessoas erradas); não querer mais nenhuma amizade, com ninguém de minha igreja; mudar de igreja e não ter amizades. Qual você acha que devo adotar? Estou aberta a outras sugestões, afinal, amigos servem para isso.

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