Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intendo do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glórias, pois, a ele eternamente. Amém! - Romanos 11.33-36.

sábado, 13 de agosto de 2011

Sábado de sol...

“Obrigada, Senhor, pelo maravilhoso sábado!” Esse foi sentimento que veio ao meu coração para compartilhar no Facebook. Em seguida pensei: “Sábado de sol.” Inevitavelmente essa frase foi automaticamente completada pelo me cérebro com a seguinte oração: “...aluguei um caminhão”.

Aceitei Jesus como único e suficiente Salvador poucos dias após o fim trágico das pessoas que encenavam a música supra citada. Assim, ela e elas (música e pessoas) fizeram parte da minha vida, “muita parte”.

Que fim trágico essas pessoas tiveram!

As coisas acabam de repente, a vida termina abruptamente. E o que eles fizeram com a vida deles? Levaram alegria (mundana e luxuriosa) a um país inteiro? Sim. E olha que o país é bem extenso. Possui uma área territorial do tamanho de um continente! Alcançaram o sucesso (nos moldes do mundo, segundo aquilo que o mundo dita que é sucesso)? Sim. E como alcançaram! Um sucesso estrondoso. Mas, o que eles fizeram com a vida deles? Ah! Eles correram a carreira, que o mundo propôs a eles. Eles esqueceram das coisas que ficaram para trás: da falta de fama e dinheiro, dos Princípios que lhes foram pregados.

Chorei, chorei muito quando recebi a notícia. Lembro-me do que estava fazendo, do que ia fazer (até receber a notícia), do que tinha programado para o meu dia, para o meu sábado de sol, para aquele sábado de sol. Eles faziam parte da minha vida, da minha alegria adolescente, dos momentos mais “felizes” dessa faze da minha vida. E o que eles fizeram com a vida deles?

O sábado já não é mais de sol, e não há a possibilidade de alugar um caminho pra colocar toda a galera (pesquise galera) e levá-la pra se “alegrar”. E o que eles fizeram com a vida deles, enquanto a tinham? Não há mais convites para “festas”, nem mais “vislumbres” do mundo animal, nem mais Brasília amarela; não há mais music very good, nem money, nem work, nem seres humanos fantásticos, nem poderes titânicos, nem euforia. E o que eles fizeram com a vida deles? Eles abriram a mente!

Não sinto saudade do tempo em os conheci, e não conhecia a Deus. Não sinto saudade da “diversão” que eles traziam, nem da que suas canções embalavam. Tenho saudade da vida que eles não tiveram, saudade da vida que nunca terão, saudade da utopia que nunca viverão, dos voos que nunca alçarão (só Deus sabe). Sinto saudade de quando eles não eram verdadeiramente galera (mais uma vez: só Deus sabe).

Obrigada, Senhor, pelo maravilhoso sábado. Sábado de sol. E ainda que um dia ele esteja nublado, a Tua luz brilhará em minha vida e me guiará. Sábado de sol, passei com o meu Senhor. Sábado de sol, segurei em Sua mão. E estou aqui, com o Senhor em meu coração. E ao chegar Lá, não haverá nenhuma vergonha. Existirá a árvore da vida, e dela comerei. E lá, o Sol da Justiça me iluminará! E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E ele? O que fizeram de suas vidas.

Sinto saudade por eles não estarem lá comigo (Deus é que é Onisciente).

Sábado de sol.

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