Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intendo do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glórias, pois, a ele eternamente. Amém! - Romanos 11.33-36.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

MENTIRA

Fico tão nervosa, tão irritada com uma mentira que minha respiração chega a ficar ofegante.
Não é a mentira em si que me deixa exasperada, é a falta de coragem que as pessoas têm de admitir seus atos, suas ações.
A vida é feita de escolhas. Escolhemos fazer certas coisas, e quando nos deparamos com as óbvias e naturais consequências de tais escolhas, nos escondemos atrás de um “mas” ou um “é que”. Dizemos que as coisas “simplesmente aconteceram”. Nem o universo simplesmente aconteceu. E já pensou se Deus tivesse, após escolher criar o cosmos, fugido à consequência de mantê-lo em perfeito funcionamento e depois dissesse: “Aconteceu!”?
Temos livre-arbítrio. Fazemos escolhas. Não deixemos nossas responsabilidades sob a responsabilidade do acaso.
Há ainda aqueles que tentam negar ação ou fala executadas mediante testemunha ocular (e auditiva!), dizendo que não a praticou ou não a emitiu. Será que tais seres humanos pensam mesmo que farão com que a testemunha acredite que não viu o que viu ou não ouviu o que ouviu? Pode ser que o caso simplesmente se encerre após um “Você fez/falou” de um lado e um “Não fiz/falei” de outro, mas isso não significa que a mentira se estabeleceu como verdade. Às vezes simplesmente não há mais nada o que ser dito ou feito em relação àquele que de forma contumaz se recusa a admitir a prática e aceitar as consequências de determinados atos, sejam eles “grandes” ou “pequenos”. A verdade está tão clara que não mais o que se fazer para que um “Sim, eu fiz/falei” seja “arrancado” daquele que escolheu praticar a ação ou enunciar um pensamento ou sentimento e que escolheu mentir sobre tal ação ou enunciado.
Parecemos “Adões e Evas”, nunca admitindo nossos erros, sempre colocando a culpa em outra pessoa ou nas circunstâncias, sempre pensando que podemos enganar a Deus ou às testemunhas oculares (e auditivas!). E sempre aparece alguém dizendo: “Deixa pra lá”. Ainda bem que Deus não nos deixou pra lá e insistiu na verdade de que um erro tinha sido cometido, de que suas consequências precisavam ser encaradas e de que uma solução precisava ser encontrada. Ainda bem que Ele não simplesmente criou o universo e depois disse: “Aconteceu”.

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