Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intendo do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glórias, pois, a ele eternamente. Amém! - Romanos 11.33-36.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Afinal de contas, regras existem para serem quebradas, não é mesmo? É?!

"A vida é minha e eu faço o que eu quiser". "Você não tem nada a ver com isso." Estas são expressões frequentemente usadas por aqueles que se desviam das normas e dos padrões estabelecidos para uma convivência saudável em determinada comunidade (escola, empresa, e, infelizmente, até na igreja).

Normas são estabelecidas para que, como já dissemos,  haja uma convivência saudável entre os membros de uma comunidade e para a própria existência e saúde desta comunidade.

Contudo, a despeito de hoje existir a liberdade de escolha de pertencer a esta ou àquela comunidade, as pessoas insistem em quebrar os protocolos estabelecidos pela e para a comunidade à qual escolheram pertencer; e utilizam as desculpas acima citadas para atacarem aqueles que ousam confrontá-las.

E, pior: quando o "transgressor" se depara com tal enfrentamento, ainda encontra alguém para lhe dizer exatamente o que segue: "Fique em paz. A vida é sua, você faz o que quiser e ninguém tem nada a ver com isso".

Não somos ilha. Tudo o que fazemos afeta as outras pessoas que convivem* conosco na comunidade que livremente escolhemos como nossa.

Não entendo o por quê de alguém fazer uma escolha e insistentemente infringir as "leis" apropriada e sabiamente (em especial no caso da igreja, que é o foco de nosso comentário) estabelecidas por esta escolha.

Ah! Além disso, ainda há a realidade de que sempre queremos os benefícios concedidos pela comunidade a que adotamos por nossa, mas raramente aceitamos as responsabilidades adjacentes a tais benefícios, pelo menos não de bom grado.

Uma possível resposta seja o fato de que não se conformar* com este mundo dá trabalho, enquanto que fazer o contrário é um processo "natural" (na verdade, sobrenatural, pois, ao fazê-lo, estamos cedendo ao domínio das forças das trevas que constantemente tentam contra nossas vidas e a vida da Igreja, minando a santidade das igrejas locais por meio da mundanização, secularização e profanação das mesmas).

* conviver: viver em proximidade; ter convivência; ter relações cordiais; dar-se bem; adaptar-se, habituar-se a condições extrínsecas (físicas, culturais etc.); compartilhar do mesmo espaço; coexistir.

* conformar: dar ou tomar forma; configurar(-se); estar em conformidade ou de acordo com; identificar-se; pôr(-se) em conformidade com outra coisa tomada como modelo; fazer conciliarem-se ou conciliarem-se duas ou mais coisas díspares.

2 comentários:

  1. Parabéns pelo texto: mostra a realidade de uma sociedade cada vez mais sem regras ou que tem uma regra: justamente a de não ter qualquer uma. Acho interessante isso. Tal pessoa irá repensar seu conceito se um dia, Deus o livre, estiver com uma arma apontada para sua cabeça.

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