Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intendo do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glórias, pois, a ele eternamente. Amém! - Romanos 11.33-36.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Igreja e comunidade

"Articular a igreja e a vida em comunidade implica construir uma ligação entre o cotidiano vivido e o conhecimento bíblico aprendido".

Débora Ferreira da Costa

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Afinal de contas, regras existem para serem quebradas, não é mesmo? É?!

"A vida é minha e eu faço o que eu quiser". "Você não tem nada a ver com isso." Estas são expressões frequentemente usadas por aqueles que se desviam das normas e dos padrões estabelecidos para uma convivência saudável em determinada comunidade (escola, empresa, e, infelizmente, até na igreja).

Normas são estabelecidas para que, como já dissemos,  haja uma convivência saudável entre os membros de uma comunidade e para a própria existência e saúde desta comunidade.

Contudo, a despeito de hoje existir a liberdade de escolha de pertencer a esta ou àquela comunidade, as pessoas insistem em quebrar os protocolos estabelecidos pela e para a comunidade à qual escolheram pertencer; e utilizam as desculpas acima citadas para atacarem aqueles que ousam confrontá-las.

E, pior: quando o "transgressor" se depara com tal enfrentamento, ainda encontra alguém para lhe dizer exatamente o que segue: "Fique em paz. A vida é sua, você faz o que quiser e ninguém tem nada a ver com isso".

Não somos ilha. Tudo o que fazemos afeta as outras pessoas que convivem* conosco na comunidade que livremente escolhemos como nossa.

Não entendo o por quê de alguém fazer uma escolha e insistentemente infringir as "leis" apropriada e sabiamente (em especial no caso da igreja, que é o foco de nosso comentário) estabelecidas por esta escolha.

Ah! Além disso, ainda há a realidade de que sempre queremos os benefícios concedidos pela comunidade a que adotamos por nossa, mas raramente aceitamos as responsabilidades adjacentes a tais benefícios, pelo menos não de bom grado.

Uma possível resposta seja o fato de que não se conformar* com este mundo dá trabalho, enquanto que fazer o contrário é um processo "natural" (na verdade, sobrenatural, pois, ao fazê-lo, estamos cedendo ao domínio das forças das trevas que constantemente tentam contra nossas vidas e a vida da Igreja, minando a santidade das igrejas locais por meio da mundanização, secularização e profanação das mesmas).

* conviver: viver em proximidade; ter convivência; ter relações cordiais; dar-se bem; adaptar-se, habituar-se a condições extrínsecas (físicas, culturais etc.); compartilhar do mesmo espaço; coexistir.

* conformar: dar ou tomar forma; configurar(-se); estar em conformidade ou de acordo com; identificar-se; pôr(-se) em conformidade com outra coisa tomada como modelo; fazer conciliarem-se ou conciliarem-se duas ou mais coisas díspares.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Saudade

Domingo de celebração da Ceia do Senhor. Como sempre, um cochilinho depois do almoço e, para alegria total do meu coração, preparação para o culto da noite. Depois de arrumadinhos, lindos e cheirosos, descemos as escadas no nosso prédio. Ao chegarmos lá em baixo, triste surpresa: chuva muito forte. Das janelas víamos a chuva, mas só ao chegarmos lá em baixo é que tivemos a real dimensão de sua força, força essa que nos impediu de sair. Ah! A, cada degrau que subíamos aumentava a tristeza na minha alma.

Quantas vezes fui para a igreja porque era "obrigada". Mas hoje, o meu coração ardia de desejo de estar lá. E logo hoje não pude ir. É, que lição difícil aprendi hoje: dar valor à "minha" igreja, à oportunidade de cultuar a Deus, ao culto em si.

Foi "apenas um culto" que perdi. Será?
Bem, meu coração dói até agora por não ter estado lá.

Mas aprendi.

A "minha" igreja é maravilhosa. Linda. Meus irmãos, família, presente de Deus pra minha vida. A liturgia do culto, amo! E por qual razão eu pude algum dia da minha vida, em sã consciência, não desejar estar lá? Por certo minha consciência não estava tão sã assim.

Se eu pensar em algo que é tudo de bom na minha vida, tenho que, obrigatoria e indispensavelmente, pensar na igreja com a qual o Senhor me presenteou.

Se eu pensar em alguém que completa e alegra o meu viver, tenho, também obrigatoria e indispensavelmente, que pensar em meu pastor, no corpo de obreiros que lá o auxiliam, e em cada irmão-amigo-companheiro que me ajuda a ser alguém melhor.

Senhor, perdoe-me por não ter dado valor, por ter sido negligente, displicente, relapsa, ingrata. Eu te amo, Senhor, amo a tua Igreja, e amo a igreja à qual o Senhor me levou para ser abençoada todos os dias da minha vida.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sadios costumes

A crítica, o menosprezo e o abandono dos costumes sadios (adotados pela Igreja) levou a sociedade ao alto grau de secularização a que chegou. Tal secularização, e pelo mesmo motivo, adentra sutilmente às igrejas.